Mausoléu Dr. Blumenau

História

 

A criação do Mausoléu Dr. Blumenau é o resultado de um trabalho realizado entre o Governo Municipal, Lions Club e o Rotary Club Internacional de Blumenau, que juntamente com suas co-irmãs da Alemanha viabilizaram o translado dos restos mortais do fundador desta cidade. Este evento tornou-se um marco da celebração do Sesquicentenário da Imigração Alemã no Brasil. Sua arquitetura foi inspirada em elementos que lembram traços da cultura dos imigrantes que aqui chegaram, no século XIX.

 

Para edificá-lo, foram utilizadas algumas referências legadas da arquitetura dos colonizadores (colocação de madeira em forma transversal, tijolos e telhas produzidas em olarias da região).

 

Estrategicamente localizado no centro histórico da cidade, o Mausoléu integrou-se harmoniosamente ao espaço da antiga Stadplatz.

 

Foi festivamente inaugurado em 2 de setembro de 1974.

 

A representação da chegada pelo Rio Itajaí Açu, em uma canoa, foi feita por um grupo de pessoas vestidas conforme o estilo da época.

 

O cortejo organizado para a sua condução em direção ao Mausoléu, contou com a participação de inúmeras autoridades civis, eclesiásticas, educacionais, entidades e representantes dos mais diversos segmentos da sociedade blumenauense.

 

No seu interior estão depositados os restos mortais do fundador, Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899), da esposa Bertha Repsold, da filha Christine Blumenau, do filho que faleceu recém-nascido, Otto G.K. Blumenau, e mais recentemente, colocados os restos mortais do neto, Hermann Otto Georg Blumenau (1904-1983) e de sua esposa, Gertrud Charlotte Agnes Blumenau (1906-1989).

 

No ano de 1998 o Mausoléu Dr. Blumenau foi incorporado definitivamente ao patrimônio da Fundação Cultural de Blumenau. A gestão desta nova área passou para o setor de Patrimônio Histórico Museológico.

 

Na época, por apresentar problemas em sua estrutura, o mesmo foi interditado por alguns meses, para os reparos necessários. No ano seguinte, após concluídos os trabalhos de restauro e a coincidência da passagem do centenário de morte do fundador, o espaço foi reaberto, em 2 de setembro de 1999.

 

No ato esteve presente a bisneta do fundador, Jutta Blumenau-Niesel, residente na Alemanha. Para compor monumento, foi transferida da Alameda Duque de Caxias a estátua do fundador para a parte frontal do Mausoléu.

 

Neste espaço de visitação pública organizam-se esporadicamente exposições temporárias de temática voltadas à história da cidade.

 

 

 

Legendas das imagens:

 

1. Vista da colocação dos restos mortais de Hermann Bruno Otto Blumenau e família para o carro dos Bombeiros que conduziram o mesmo para o Mausoléu Dr. Blumenau. Presente neste ato, um grupo de atores caracterizados com roupas da época. Blumenau, 2 de setembro de 1974.

 

2. Vista da balsa no Rio Itajaí Açu, que fez a representação do translado dos restos mortais de Hermann Bruno Otto Blumenau e família, para serem depositados no Mausoléu Dr. Blumenau - 2 de setembro de 1974.

 

3. Carta de despedida do Dr. Blumenau para o Imperador do Brasil, D. Pedro II, agradecendo a confiança e demonstrando o desejo de “deixar um dia minhas cinzas no torrão, em que derramei muito suor...” Esta carta foi escrita em 21 de setembro de 1884, a bordo do paquete alemão Strassburg.

 

4. Verso da carta de despedida do Dr. Blumenau para o Imperador do Brasil, D. Pedro II, agradecendo a confiança e demonstrando o desejo de “deixar um dia minhas cinzas no torrão, em que derramei muito suor...” Esta carta foi escrita em 21 de setembro de 1884, a bordo do paquete alemão Strassburg.

 

5. A edição n. 9.427 do jornal “A Nação” de 1º e dois de setembro de 1974, onde foi publicada a carta de despedida do Dr. Blumenau.