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27/02/2010: O FIO DA HISTÓRIA documentário de Kátia Klock
Quando começou a Primeira Guerra, em 1914, a única indústria têxtil brasileira que não dependia de importação de fios era a Fábrica Renaux, de Brusque. Isto ocorreu porque anos antes, o empresário Carlos Renaux hipotecou tudo que possuía para criar uma fiação completa. Este é um dos recortes da trajetória da cultura têxtil no Estado abordado no especial O Fio da História, que será exibido no programa SC em Cena, da RBS TV, hoje e no dia 6 de março, antes do Jornal do Almoço, e na TVCOM, nos mesmos dias, às 13h45min.
O primeiro episódio, Entre Agulhas e Linhas, mostra o lado histórico do desenvolvimento desse setor industrial.
– Lançamos um olhar para o passado e outro para o avanço tecnológico, como um reflexo das exigências da contemporaneidade. Para isso, construímos um roteiro com personagens que relembram a história, mas também visualizam o futuro – avalia Kátia Klock.
As gravações do documentário ocorreram em Blumenau (sede da primeira indústria do vestuário no país), Brusque (berço da fiação catarinense), Luís Alves, Gaspar e Pomerode.
Em Ciranda da Moda, segunda parte com estreia para 6 de março, o foco está no atual mercado.
– A moda e o estilo sempre estiveram associados a identidades. É mercado, mas antes disso é um meio de comunicação. E falar de roupas, tecidos, aviamentos é também contextualizar nosso momento na linha do tempo, nosso modo de pensar e se expor ao mundo – diz a diretora, que começou a se interessar pelo assunto ainda criança, dentro do quarto de costura da mãe, Marli Klock, costureira há 50 anos.
Entre Agulhas e Linhas
Com produção da Contraponto, a primeira parte do documentário, intitulada Entre Agulhas e Linhas, adota perfil intimista. Narrado pela diretora Kátia Klock, nascida em Brusque, o especial resgata uma história de alemães e poloneses, que chegaram ao Vale do Itajaí no século 19. Eram artesãos excepcionais e bons na arte de fazer negócios. Edificaram uma indústria que virou referência no Brasil e em alguns casos até no mundo.
Originários de corporações de ofício alemãs, os imigrantes impulsionaram a fiação num território onde não se plantava algodão. Na sociedade do início do século passado as mulheres começaram a trabalhar fora, engrossando as fileiras das fábricas. Mas muitas das indústrias nasceram no interior de uma casa modesta, com uma mulher atrás de uma máquina de costura.
Os personagens entrevistados que participaram da escrita da história da fiação em Santa Catarina são costureiras, operários e presidentes de fábricas, designers de moda, estudantes, professores e historiadores, modelistas e profissionais de marketing. Entre os entrevistados, há Agostinho Knis, funcionário há 54 anos na Fábrica de Tecidos Renaux, onde começou a trabalhar aos 14 anos, e Célio Boos, que está completando 48 anos na Renaux View, ambas indústrias de Brusque. São profissionais que ajudam a compreender as mudanças ocorridas na confecção de vestuário e artigos têxteis no Estado ao longo de mais de 100 anos.
ACOMPANHE
Episódio 1
O fio da história - Entre agulhas e tecidos (15min de duração)
Sábado, às 12h na RBSTV, e às 13h45min, na TVCOM
Episódio 2
O fio da história: Na ciranda da moda
(15min de duração)
Dia 6 de março, às 12h na RBSTV e, às 13h45min, na TVCOM
Fonte: Jornal de Santa Catarina. Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1124,2820832,14187 . Acessado em 26 fev. 2010.
Unidade: Arquivo Histórico José Ferreira da Silva
